sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Do que ele precisava?
De um abraço, de um olhar apenas, daquela peregrinação da lapa até a federação...De saber que aquilo tudo valia à pena. Estar feliz, mesmo sabendo que se corre o risco de não voltar mais pois o caminho de volta é duro. Se faz sozinho. Saber que ela está em casa, segura, tranquila...e eu aqui sozinho, caminhando, voltando....indo para um lugar onde eu sei que terei que esperar...talvez seja surpreendido, talvez seja atacado...mas vale à pena. Tudo vale à pena por aquilo em que eu acredito, ou ao menos acreditei um dia.
Hoje estamos desconhecidos, esquecidos, ou melhor, escondidos em nossas memórias. Um lugar que não pode ser tocado pois corremos o risco de voltar à estaca zero.
Você sabe o que eu quero dizer...
O mundo segue louco...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Welcome to the Machine


Caramba!!!! Como pode despertar assim? Depois de quase dois anos enclausurado, enfim um ponto de luz." Pontos de luz em excesso além de todo alcance..". As pessoas definitivamente precisam umas das outras, não há outra saída. O problema todo está na forma em que as pessoas se utilizam dessa dependência. Pink Floyd é algo absurdamente psicodélico, mas há uma consciência dentro da psicodelia, sabe? Pegando as letras consigo ver que eles eram mais do que uma banda com feeling musical e com criatividade estimulada, eles sabiam o que queriam e não queriam. Prova disso? HAVE A CIGAR. Prova de que a passagem pela terra e a forma com que se passava por este lugar insólito? DOGS.

E ao longo dos meus 36 anos eu pude ver que tudo tem o seu tempo determinado...não adianta se afobar...e que cada um tem realmente o seu valor. Não se deve julgar, não é prudente...a não ser que você seja capaz de carregar o peso do julgamento que farão de você em suas costas.Acredite, com a mesma medida que julgares, serás julgado.

Nada como passar pela terra pra saber como as coisas realmente funcionam. O mais legal é que eu sei que ninguém vai ler isso aqui. São coisas minhas mesmo. Sou eu. Talvez eu seja mesmo desinteressante, cheguei até a pensar isso. Até hoje. A partir de hoje eu declaro o meu amor-próprio..o único que pode me salvar do caos.

sábado, 20 de outubro de 2007

Então ela se viu mais uma vez sozinha no seu quarto, com seus livros, sua música, seu mundo. Sim, ela podia dizer que tudo que estava ali lhe pertencia. Eram parte dela, dos sonhos dela, das fantasias, da realidade, da vontade de potência... Sentia-se desconsiderada, ignorada, mas pouco importava. Não despertava interesse nas pessoas, apenas olhares superficiais que não viam além da casca um pouco agradável. Ela queria se mostrar, as pessoas não queriam conhecê-la. Estavam satisfeitas com aquela visão tão pobre e medíocre, ela não. Faltava-lhe sempre alguma coisa. Mas afinal, "a vida não é completa, não há felicidade plena", pensava ela.
Parou de pensar então por segundos e resolveu se entregar aos prazeres entorpecedores, aqueles prazeres dos quais você não se lembra no dia seguinte. Prazeres fugazes, velozes, fracos, passageiros. Saiu rumo ao desconhecido, sentindo-se peixe fora d´água, perdida, mas demonstrando uma altivez e uma postura tão forte que as pessoas nem percebiam que ela estava se sentindo daquela forma( fora do seu mundo). Divertia-se naquele momento?Ela não lembrava. Sentia-se feliz? "Com certeza não", pensou ela. Ela, o misto do Ele-Ela, uma mulher com sentimentos e atitudes masculinas, com sentimentos e atitudes femininas. Dormia acordada enquanto todos dançavam, e ela também dançava sem se dar conta. De repente uma mão segura sua cintura e ela só lembra dos movimentos dos lábios. Desencontro, dor, e em sua memória vem a sensação de que aquilo tudo era uma grande besteira diante de tudo que ela tinha vivido naquele período de dores, sofrimentos, mas de sinceridade e de entrega. Tudo naquela noite onde todos(inclusive ela)dançavam parecia não ter sentido. Luzes, focos, pessoas fora de foco, pessoas que a enxergavam e não a enxergavam. Apenas um corpo, apenas mais uma dose e tudo ficaria bem....mal.
Tudo foi posto pra fora, nada ficou dentro dela. Nem uma gota daquela noite entorpecida e ela se viu sozinha mais uma vez sentada enquanto todos pareciam se divertir." Definitivamente aqui não é o meu lugar", sentenciou ...
(continua)

sábado, 29 de setembro de 2007

Love is a losing game..




For you I was a flame
Love is a losing game
Fire storey fire as you came
Love is a losing game


Why do I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game


Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand


Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand


Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned


Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


*by Amy Winehouse



Não isso não é um melodrama, acho que as pessoas que viverem realmente já passaram por algo parecido...resignação é uma palavra forte e amedontradora. Demora-se dias, meses, anos a fio para se construir algo...mas é impressionante como isso desmorona em fração de segundos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Truly


O melhor sinal de evolução individual consiste no saber perder.



domingo, 19 de agosto de 2007

They tried to make me go to rehab I said no no no

"Existem coisas que nunca mudam e outras que mudam muito". Pois é, os tempos mudaram, buddy guy.Outras coisas permanecem intocadas, mas não é o que você pensa. Uma tal de Casa do Vinho tocando, estourando tudo que há dentro de minha cabeça como uma bomba. Eu disse que eu era problema, você sabe que não sou bom o bastante...
Semana decisiva, tensa, falta de ar, I need some medicine...

Hoje eu fiquei pensando que as coisas que mais queremos mudar em nossas vidas são as que mais nos oferecem algum tipo de resistência...estranho isso.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

não há como se manter..

É estranho sair do calabouço, pensou ele. A luz incomodava seus olhos mas ao mesmo tempo o deixava ávido pelo momento após incômodo. Possibilidades, expectativas, sonhos que voltam a memória depois de um breve (?) período de substituição. A vontade de mudar o mundo volta a arder no peito dele...mesmo sabendo que essa tarefa é impossível e o melhor a fazer é pelo menos tentar mudar velhos hábitos, velhos conceitos, velhas idéias que foram adquiridas ao longo de uma caminhada de espinhos na carne e que não levam a lugar algum. Ou levam?
Ele descobriu que as coisas ao redor mudaram,que as pessoas que o amavam não estavam mais a espera dele. Viveu muito tempo congelado em uma realidade que ele mesmo criara para não morrer de desgosto. "É melhor me entorpecer e não acordar do que saber a verdade , nua e crua.." pensava ele. Pobre criança, mal sabia o que o aguardava.
Acordou enfim, e o efeito da droga criada por sua mente passou. O que sobrou: sonhos antigos e dois braços fortes." O que fazer? "Ele não sabia. "Há momentos em que é melhor deixar-se levar, mesmo sabendo que poderei chegar a um lugar incoveniente".
As memórias ele deixou pra trás, sobraram algumas poucas, mas a maior parte o deixava atordoado, apoplexo(valeu, Anna). Medo de encontrar face à face aquilo que mais temia. Mexer em velhos papéis não era seu forte, sempre acabava deixando-o neurótico, sem saber o que fazer..com raiva do mundo, mas com vontade de abraçá-lo como uma mãe abraça um filho que há muito tempo não vê. Era mais forte do que ele, então o melhor foi enterrar e fugir.
O olhar daquelas pessoas no shopping o deixava assustado: olhares tristes, evasivos, escusos, sem esperança, olhares que se contentavam apenas em ver e não enxergar. Além. As pessoas também não o enxergavam e ele às vezes se sentia incomodado com isso. Depois se acalmava ao lembrar que por muitas vezes ele mesmo olhava mas não enxergava.Passava direto, impávido, como se as pessoas ao redor fossem merecedoras da sua indiferença.O tempo passou...quarenta anos se passaram...ele ainda está à procura de algo que nem ele mesmo sabe explicar...a sensação que a música lhe permite sentir é hoje a coisa que lhe faz sentir vivo. Na música ele se refugia, encontra seu mundo...como gostaria de compartilhar isso com aquelas pessoas que passaram na sua vida!! Ele tentava explicar mas suas palavras eram inimportantes para aqueles ouvidos que desejavam outros assuntos...outras idéias...Aquela rua escura, silenciosa, triste, perigosa, era reflexo do seu interior..ele chorou caminhando contra a chuva, sozinho no meio daquela rua...sozinho contra todas aquelas marcas que de uma forma milagrosa e estranha foram deixadas pra trás quando ele entrou em casa.