"Existem coisas que nunca mudam e outras que mudam muito". Pois é, os tempos mudaram, buddy guy.Outras coisas permanecem intocadas, mas não é o que você pensa. Uma tal de Casa do Vinho tocando, estourando tudo que há dentro de minha cabeça como uma bomba. Eu disse que eu era problema, você sabe que não sou bom o bastante...
Semana decisiva, tensa, falta de ar, I need some medicine...
Hoje eu fiquei pensando que as coisas que mais queremos mudar em nossas vidas são as que mais nos oferecem algum tipo de resistência...estranho isso.
domingo, 19 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
não há como se manter..
É estranho sair do calabouço, pensou ele. A luz incomodava seus olhos mas ao mesmo tempo o deixava ávido pelo momento após incômodo. Possibilidades, expectativas, sonhos que voltam a memória depois de um breve (?) período de substituição. A vontade de mudar o mundo volta a arder no peito dele...mesmo sabendo que essa tarefa é impossível e o melhor a fazer é pelo menos tentar mudar velhos hábitos, velhos conceitos, velhas idéias que foram adquiridas ao longo de uma caminhada de espinhos na carne e que não levam a lugar algum. Ou levam?
Ele descobriu que as coisas ao redor mudaram,que as pessoas que o amavam não estavam mais a espera dele. Viveu muito tempo congelado em uma realidade que ele mesmo criara para não morrer de desgosto. "É melhor me entorpecer e não acordar do que saber a verdade , nua e crua.." pensava ele. Pobre criança, mal sabia o que o aguardava.
Acordou enfim, e o efeito da droga criada por sua mente passou. O que sobrou: sonhos antigos e dois braços fortes." O que fazer? "Ele não sabia. "Há momentos em que é melhor deixar-se levar, mesmo sabendo que poderei chegar a um lugar incoveniente".
As memórias ele deixou pra trás, sobraram algumas poucas, mas a maior parte o deixava atordoado, apoplexo(valeu, Anna). Medo de encontrar face à face aquilo que mais temia. Mexer em velhos papéis não era seu forte, sempre acabava deixando-o neurótico, sem saber o que fazer..com raiva do mundo, mas com vontade de abraçá-lo como uma mãe abraça um filho que há muito tempo não vê. Era mais forte do que ele, então o melhor foi enterrar e fugir.
O olhar daquelas pessoas no shopping o deixava assustado: olhares tristes, evasivos, escusos, sem esperança, olhares que se contentavam apenas em ver e não enxergar. Além. As pessoas também não o enxergavam e ele às vezes se sentia incomodado com isso. Depois se acalmava ao lembrar que por muitas vezes ele mesmo olhava mas não enxergava.Passava direto, impávido, como se as pessoas ao redor fossem merecedoras da sua indiferença.O tempo passou...quarenta anos se passaram...ele ainda está à procura de algo que nem ele mesmo sabe explicar...a sensação que a música lhe permite sentir é hoje a coisa que lhe faz sentir vivo. Na música ele se refugia, encontra seu mundo...como gostaria de compartilhar isso com aquelas pessoas que passaram na sua vida!! Ele tentava explicar mas suas palavras eram inimportantes para aqueles ouvidos que desejavam outros assuntos...outras idéias...Aquela rua escura, silenciosa, triste, perigosa, era reflexo do seu interior..ele chorou caminhando contra a chuva, sozinho no meio daquela rua...sozinho contra todas aquelas marcas que de uma forma milagrosa e estranha foram deixadas pra trás quando ele entrou em casa.
Ele descobriu que as coisas ao redor mudaram,que as pessoas que o amavam não estavam mais a espera dele. Viveu muito tempo congelado em uma realidade que ele mesmo criara para não morrer de desgosto. "É melhor me entorpecer e não acordar do que saber a verdade , nua e crua.." pensava ele. Pobre criança, mal sabia o que o aguardava.
Acordou enfim, e o efeito da droga criada por sua mente passou. O que sobrou: sonhos antigos e dois braços fortes." O que fazer? "Ele não sabia. "Há momentos em que é melhor deixar-se levar, mesmo sabendo que poderei chegar a um lugar incoveniente".
As memórias ele deixou pra trás, sobraram algumas poucas, mas a maior parte o deixava atordoado, apoplexo(valeu, Anna). Medo de encontrar face à face aquilo que mais temia. Mexer em velhos papéis não era seu forte, sempre acabava deixando-o neurótico, sem saber o que fazer..com raiva do mundo, mas com vontade de abraçá-lo como uma mãe abraça um filho que há muito tempo não vê. Era mais forte do que ele, então o melhor foi enterrar e fugir.
O olhar daquelas pessoas no shopping o deixava assustado: olhares tristes, evasivos, escusos, sem esperança, olhares que se contentavam apenas em ver e não enxergar. Além. As pessoas também não o enxergavam e ele às vezes se sentia incomodado com isso. Depois se acalmava ao lembrar que por muitas vezes ele mesmo olhava mas não enxergava.Passava direto, impávido, como se as pessoas ao redor fossem merecedoras da sua indiferença.O tempo passou...quarenta anos se passaram...ele ainda está à procura de algo que nem ele mesmo sabe explicar...a sensação que a música lhe permite sentir é hoje a coisa que lhe faz sentir vivo. Na música ele se refugia, encontra seu mundo...como gostaria de compartilhar isso com aquelas pessoas que passaram na sua vida!! Ele tentava explicar mas suas palavras eram inimportantes para aqueles ouvidos que desejavam outros assuntos...outras idéias...Aquela rua escura, silenciosa, triste, perigosa, era reflexo do seu interior..ele chorou caminhando contra a chuva, sozinho no meio daquela rua...sozinho contra todas aquelas marcas que de uma forma milagrosa e estranha foram deixadas pra trás quando ele entrou em casa.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
domingo, 5 de agosto de 2007
Little Wing

Acordo, levanto e resolvo dar um passo à frente. "She is my pride and joy..." ecoa bem no meu ouvido de uma forma estridente, me dando um bom dia. Bom dia. A saudade de ontem sempre existirá, my friend. Tenho certeza que você amaria escutar as minhas novas descobertas musicais...Tem uma música de Robben Ford que é a sua cara. Hoje farei uma prova, sei que não estudei mas como todos, espero passar. Uma pequena asa..quero voar. Às vezes sinto falta dos amigos e não acho que isso ocorra da mesma forma de lá pra cá...mas aí eu lembro que eles estarão sempre presentes mesmo com a distância. A correria do dia a dia tenta nos afastar de quem amamos. Os falsos modelos de felicidade tentam nos afastar de nossos sonhos, my friend. Queria que você estivesse aqui pra conversarmos sobre isso. Eu fiz uma escolha importante pra mim, gostaria que você soubesse. Queria ir ver meu pai, mas existe uma cortina de ferro nos separando. Devo atravessar a cortina? É ruim sentir que a nossa vida é algo insignificante pra quem amamos...você se sente meio órfão, meio criança, meio sem-teto. " Coisas a se transformar para desaparecer.." Não, as coisas não desaparecem...pelo menos de dentro de quem as valoriza. Vou pegar um caminho sem volta e não tenho medo de arriscar. Estou envelhecendo mentalmente...dessa vez não só fisicamente.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Falta de ar...

Que dia! Às vezes é melhor nem levantar da cama. A gente se olha no espelho e vê que somos mesmo nada. Não sobra nada de bom. Tudo já está entregue porque eu sinceramente cansei. Não sei mais de nada. Talvez tenha que haver reconstrução brutal. Que Deus me ajude. "Sonhar é destino".Sonhar é destino???
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